Esta minha poesia
Diante da cegueira galopante
Ouvi dizer de rompante:
Não confies na visão!
Não a permitas!
Liberta a poesia da prisão da tinta!
Assim desejei ser coberta
Pela mão inquieta e afável
Sem idade, intocável, mas certa
Da palavra, flecha das letras…
As letras são as mães das palavras
Cansadas, elas esperaram e geraram
Tanta poesia imensa …
Peço-te: Não faças delas o que pensas!
Convido-te a degustar lentamente…
Saborear com vagar, esta minha poesia
Se a mastigares, vomitarás de seguida!
Minha poesia é fugaz
Não é refém dos teus gostos
Depois de lida … nada encontrarás!
Não queiras saber do enredo,
Do luto ou do medo que me verga.
Não entres na caverna do que escrevo!
A minha poesia vive aqui e ali
naufraga neste mar do infinito querer
Dança e finge ser o que vivi
Não a queiras decifrar, apenas lê!
Então ela voará para a tua boca
Saltará da tua cabeça para outra
Será nova e tua por instantes …
Porém será livre e estará solta!
Não a prendas, deixa-a!
Autora: Rosária Grácio
(Todos os direitos reservados)
Música do vídeo: Terminal_D (Silent Partner)
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