segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Asas do Artista





Asas do artista

A poesia são as asas do artista,
Por estas, a arte salta no precipício de si mesma
Deixando-se planar como pássaro nos versos,
Livre em vívidos e rápidos momentos de um infinito universo
Infinito domínio de sensações que utópicas asas dão poder à tinta e ao traço.

E sim, caço em mim a vontade, pois o artista não vive pelo querer
Dizem que querer é poder, mas um artista não precisa querer para criar
A obra não nasce de um querer simplesmente, nem tampouco da vontade
Desta humana vontade de o fazer, usando técnicas elaboradas, meios e materiais avançados
Nem vale ao artista ir viajar pela mente dos antigos, dos que antes dele, criaram…

Cada obra nasce, assim como uma criança, e mais nada há que falar sobre a vida
Pois a vida nasce única e exclusiva, num tempo sem tempo previsto, assim é a vida!

E da mesma maneira nasce a obra pelas mãos do artista,
Fecundada por meio de choro e riso, ela grita e deixa-se livre
Apesar das mãos que a fizeram nascer, cresceu e foi 
Porque livre vai, cresce, cria asas, alça voos sem limites
E a arte vai para terras e corações distantes, imprevisíveis
Pois assim como a vida, mal nasce, já respira e pensa
Escreve uma nova história e descerra o mundo, sem pressa.


Poema de Rosária Grácio
(Todos os direitos reservados)



Música do vídeo: Split Screen  (Silent Partner)
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Neste vídeo as Imagens são Pormenores das
obras originais de Rosária Vilela Grácio
Gráccio Caetano Atelier
www.gracciocaetano.com


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