Asas do artista
A poesia são as asas do artista,
Por estas, a arte salta no precipício de si mesma
Deixando-se planar como pássaro nos versos,
Livre em vívidos e rápidos momentos de um infinito universo
Infinito domínio de sensações que utópicas asas dão poder à
tinta e ao traço.
E sim, caço em mim a vontade, pois o artista não vive pelo
querer
Dizem que querer é poder, mas um artista não precisa querer
para criar
A obra não nasce de um querer simplesmente, nem tampouco da
vontade
Desta humana vontade de o fazer, usando técnicas elaboradas,
meios e materiais avançados
Nem vale ao artista ir viajar pela mente dos antigos, dos
que antes dele, criaram…
Cada obra nasce, assim como uma criança, e mais nada há que
falar sobre a vida
Pois a vida nasce única e exclusiva, num tempo sem tempo
previsto, assim é a vida!
E da mesma maneira nasce a obra pelas mãos do artista,
Fecundada por meio de choro e riso, ela grita e deixa-se
livre
Apesar das mãos que a fizeram nascer, cresceu e foi
Porque livre vai, cresce, cria asas, alça voos sem limites
E a arte vai para terras e corações distantes, imprevisíveis
Pois assim como a vida, mal nasce, já respira e pensa
Escreve uma nova história e descerra o mundo, sem pressa.
Poema de Rosária Grácio
(Todos os direitos reservados)
Música do vídeo: Split Screen
(Silent Partner)
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Neste vídeo as Imagens são Pormenores das
obras originais de Rosária Vilela Grácio
Gráccio Caetano Atelier
www.gracciocaetano.com
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