A vida é a maior contadora de histórias que eu conheço. Rimar a vida é a melhor forma de a saborear. (Rosária Grácio)
sábado, 20 de outubro de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Asas do Artista
Asas do artista
A poesia são as asas do artista,
Por estas, a arte salta no precipício de si mesma
Deixando-se planar como pássaro nos versos,
Livre em vívidos e rápidos momentos de um infinito universo
Infinito domínio de sensações que utópicas asas dão poder à
tinta e ao traço.
E sim, caço em mim a vontade, pois o artista não vive pelo
querer
Dizem que querer é poder, mas um artista não precisa querer
para criar
A obra não nasce de um querer simplesmente, nem tampouco da
vontade
Desta humana vontade de o fazer, usando técnicas elaboradas,
meios e materiais avançados
Nem vale ao artista ir viajar pela mente dos antigos, dos
que antes dele, criaram…
Cada obra nasce, assim como uma criança, e mais nada há que
falar sobre a vida
Pois a vida nasce única e exclusiva, num tempo sem tempo
previsto, assim é a vida!
E da mesma maneira nasce a obra pelas mãos do artista,
Fecundada por meio de choro e riso, ela grita e deixa-se
livre
Apesar das mãos que a fizeram nascer, cresceu e foi
Porque livre vai, cresce, cria asas, alça voos sem limites
E a arte vai para terras e corações distantes, imprevisíveis
Pois assim como a vida, mal nasce, já respira e pensa
Escreve uma nova história e descerra o mundo, sem pressa.
Poema de Rosária Grácio
(Todos os direitos reservados)
Música do vídeo: Split Screen
(Silent Partner)
YouTube Audio Library
Neste vídeo as Imagens são Pormenores das
obras originais de Rosária Vilela Grácio
Gráccio Caetano Atelier
www.gracciocaetano.com
Este vídeo pertece ao canal de Youtube
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Sobre a autora Rosária Grácio
Rosária Grácio nasceu em 1965 em Angola. Desde criança
manifesta interesse por ler e escrever histórias, e igualmente dedica-se à
pintura e ao desenho artístico. Com apenas seis anos, ganha o Concurso de Natal
de 1971, promovido pela Petrangol em Luanda, na Modalidade “A Melhor Carta ao
Menino Jesus”.
Em Portugal, desde 1990, realizou várias exposições de
pintura especialmente por terras transmontanas de 1991 a 1999. Para cada um dos
seus quadros, Rosária Grácio, sempre fez questão de lhes anexar um breve poema
que a autora considera ser a alma e a personalidade das suas obras. Para alguns
desses poemas, Rosária Grácio tem feito pequenos filmes com as imagens das
respetivas obras no seu canal do Youtube - www.youtube.com/c/RosáriaGrácio.
Em 2015, licenciou-se em solicitadoria. Por essa altura, por
causa de uma deficiência visual progressiva optou por voltar a colocar a arte
em sua vida.
Com o marido Paulo Caetano nasce o Gráccio Caetano Atelier,
realizando duas exposições de pintura em 2016 no Porto. A pintura Gráccio
Caetano tem um caráter tridimensional, permitindo que seja também tocada por
pessoas com deficiência visual. Os seus trabalhos podem ser melhor conhecidos
em www.gracciocaetano.com.
Atualmente, Rosária Grácio também se dedica a escrever
histórias, baseadas em experiências pessoais, porque a vida é sempre a melhor
contadora de histórias.
Em julho de 2017 publica o livro “BIA POR UM TRIZ”, uma
história baseada em factos reais, mais precisamente, a partir da história de
uma das gatas da autora: Bia. Aliás, a Bia foi o modelo usado para as
ilustrações feitas por Gráccio Caetano para este livro.
Para desmitificar muitos dos mitos que ainda existem sobre a personalidade dos gatos, Rosária Grácio também criou um blogue dedicado à "Bia por um Triz" - livrobiaporumtriz.blogspot.pt - onde partilha um pouco da convivência com os seus gatos em sua vida.
Na vertente da poesia, um dos meus poemas foi selecionado
para fazer parte da Antologia de Poesia "Entre o Sono e o Sonho" -
Volume 8 – 2017, da Chiado Editora, cuja a apresentação se realizou no dia 30
de setembro de 2017 no Teatro Tivoli BBVA em Lisboa. O poema selecionado tem o
título de "Nas ruas virtuais da solidão…" onde a autora colocou um pouco do que é o
sonho em mãos que avançam ou que se deixam parar pelo sono. Este poema foi
escrito há cerca de dois anos, quando me deparava com esta luta diária na
readaptação à sua deficiência visual progressiva.
Para além da poesia e de histórias para crianças, a autora
Rosária Grácio também tem vários escritos que aos poucos serão colocados neste
blogue e alguns deles serão publicados no seu canal de Youtube em formato de pequenos
filmes.
Para saber mais sobre a deficiência visual de Rosária Grácio conheça o seu blogue - vercombengalaverde.blogspot.pt - onde a autora partilha um pouco das suas dificuldades como deficiente visual.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Esta minha poesia
Esta minha poesia
Diante da cegueira galopante
Ouvi dizer de rompante:
Não confies na visão!
Não a permitas!
Liberta a poesia da prisão da tinta!
Assim desejei ser coberta
Pela mão inquieta e afável
Sem idade, intocável, mas certa
Da palavra, flecha das letras…
As letras são as mães das palavras
Cansadas, elas esperaram e geraram
Tanta poesia imensa …
Peço-te: Não faças delas o que pensas!
Convido-te a degustar lentamente…
Saborear com vagar, esta minha poesia
Se a mastigares, vomitarás de seguida!
Minha poesia é fugaz
Não é refém dos teus gostos
Depois de lida … nada encontrarás!
Não queiras saber do enredo,
Do luto ou do medo que me verga.
Não entres na caverna do que escrevo!
A minha poesia vive aqui e ali
naufraga neste mar do infinito querer
Dança e finge ser o que vivi
Não a queiras decifrar, apenas lê!
Então ela voará para a tua boca
Saltará da tua cabeça para outra
Será nova e tua por instantes …
Porém será livre e estará solta!
Não a prendas, deixa-a!
Autora: Rosária Grácio
(Todos os direitos reservados)
Música do vídeo: Terminal_D (Silent Partner)
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www.youtube.com/c/RosáriaGrácio
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